A Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) proibiram manifestações político-partidárias em seus campi às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As instituições alegaram preocupação com a segurança e a integridade da comunidade acadêmica.
Na PUC-Rio, o veto foi comunicado na segunda-feira (12) pelo vice-reitor Renato Callado, antes de dois atos previstos para o dia seguinte. Os grupos mantiveram as mobilizações do lado de fora da universidade, onde houve troca de ofensas.
O grupo “A PUC também é nossa”, formado por estudantes favoráveis a Flávio Bolsonaro, havia convocado um ato contra decisões do Supremo Tribunal Federal e os gastos públicos. O coletivo “PUC-Rio Antifascista” organizou uma manifestação em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a mobilização de terça-feira (13), o influenciador Breno Faria debochou do assassinato da vereadora Marielle Franco, ex-aluna da PUC-Rio. Em resposta, Luyara Franco, filha da vereadora, afirmou que a declaração representava violência política e desrespeito à memória da mãe.
No Mackenzie, o reitor Marco Tullio de Castro Vasconcelos comunicou a proibição de atividades partidárias no campus de Higienópolis após a convocação do grupo “Mackenzie com Lula”. A universidade informou ter recebido manifestações de preocupação da comunidade acadêmica e disse que o encontro não havia sido autorizado previamente.
Fonte: O Globo