Preso preventivamente pela morte da soldado da Polícia Militar Gisele, o tenente-coronel Geraldo Neto negou ter agredido a esposa e voltou a afirmar que ela morreu por suicídio durante depoimento exibido pelo Fantástico em 14 de outubro de 2026.
Em uma audiência que durou mais de oito horas, o oficial apresentou uma versão em que Gisele aparece como a parte agressiva do relacionamento. Ele também contestou mensagens usadas pela investigação e negou ser o autor de uma declaração sobre tratar a esposa com “autoridade de macho alfa”.
A acusação exibiu um áudio enviado por Gisele 12 dias antes da morte, no qual ela relata que o marido teria colocado a mão em seu rosto durante uma discussão. Geraldo Neto negou a agressão e disse acreditar que a policial poderia ter manipulado os celulares do casal para produzir provas contra ele.
O advogado da família afirmou que o tenente-coronel tenta construir uma imagem negativa da vítima para afastar a responsabilidade pela morte. A defesa sustenta que o caso foi inicialmente tratado como suicídio e que o oficial é inocente.
Segundo o conteúdo apresentado na reportagem, três laudos da Polícia Técnica descartaram a hipótese de suicídio. Os peritos apontaram que Gisele teria sido abordada por trás, imobilizada e atingida por um disparo à queima-roupa, além de citarem marcas no queixo da vítima e vestígios de sangue no banheiro, em uma toalha e na bermuda usada por Geraldo Neto.
A Justiça ainda deve decidir se o tenente-coronel responderá à acusação de feminicídio perante um júri popular. Até essa decisão, ele permanece preso preventivamente.
Fonte: G1