Cerca de 1.000 supervisores da Escondida, maior mina de cobre do mundo, no Chile, iniciam uma greve nesta quarta-feira (14) após rejeitarem a última proposta econômica da BHP para um novo acordo coletivo.
O sindicato informou que a paralisação foi decidida depois do fracasso da mediação conduzida pelo governo chileno. A categoria considera insuficientes as condições oferecidas pela empresa australiana.
Segundo os supervisores, a proposta não incluiu reivindicações como aumento salarial, bônus mensal de produção e benefícios de encerramento das negociações compatíveis com o mercado. Procurada pela AFP, a BHP informou que não tinha comentários sobre as negociações ou o anúncio da greve.
A decisão ocorre após quatro mortes no setor nas últimas semanas: um trabalhador morreu na Escondida, outro na mina Radomiro Tomic e dois prestadores de serviço perderam a vida em um acidente em El Teniente.
A paralisação pode afetar o mercado de cobre, metal usado na transição energética, na inteligência artificial e na indústria de defesa. Ainda não está definido se a greve dos supervisores interromperá a produção da Escondida, responsável por cerca de um quarto da produção chilena de cobre.
Em 2017, uma greve de 43 dias na mina deixou o mercado mundial de cobre em alerta. Um sindicato de operadores afirmou que seus associados também poderão interromper as atividades se não forem atendidas condições mínimas de segurança.
A greve ocorre enquanto trabalhadores da mina Centinela, no Atacama, permanecem paralisados após rejeitarem a última oferta da empresa em uma negociação coletiva.
Fonte: O Globo