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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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RJ Mitte morre aos 34 anos e deixa legado na representação da paralisia cerebral

Ator de Breaking Bad, RJ Mitte morreu aos 34 anos e foi lembrado pelo impacto na representação de pessoas com paralisia cerebral.

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O ator americano RJ Mitte, conhecido por interpretar Walter White Jr. na série Breaking Bad, morreu na segunda-feira (12), no Texas, aos 34 anos. Segundo seus representantes, ouvidos pela Reuters, a morte foi um suicídio.

Mitte nasceu em Jackson, no Mississippi, e sofreu uma lesão cerebral ao nascer. Diagnosticado com paralisia cerebral leve aos três anos, ele levou parte de sua experiência para o personagem Walt Jr., conferindo autenticidade à representação da deficiência na televisão.

Na série, Walt Jr. é filho do professor de química Walter White, interpretado por Bryan Cranston. A trama acompanha a entrada do personagem no tráfico de metanfetamina após receber um diagnóstico de câncer e mostra o distanciamento progressivo entre pai e filho.

O papel de Mitte ganhou relevância por apresentar um personagem com paralisia cerebral cuja história não se limitava à deficiência. Para Emma Livingstone, fundadora da organização britânica UP-The Adult Cerebral Palsy Movement, essa representação ajudou a ampliar a percepção sobre as possibilidades de pessoas com deficiência na televisão.

Fora das telas, Mitte defendeu os direitos das pessoas com deficiência e foi embaixador da organização United Cerebral Palsy. Ele também criou a Fundação Mitte, voltada ao apoio de iniciativas comunitárias no Texas.

A atriz Ruth Madeley, que tem espinha bífida, afirmou à BBC que a presença de Mitte na televisão foi importante para jovens que consideravam seguir carreira nas artes. O ator Keron Day, de Sex Education, também associou o legado de Mitte à ampliação das oportunidades profissionais para pessoas com deficiência na indústria criativa.

A paralisia cerebral reúne condições que afetam movimento e coordenação e pode resultar de lesões ou alterações no desenvolvimento do cérebro antes, durante ou pouco depois do nascimento. Os sintomas variam entre as pessoas e podem incluir dificuldades motoras, de fala, visão e aprendizagem.

A condição não tem cura, mas tratamentos como fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala podem ajudar na autonomia e na qualidade de vida. Estimativas citadas pela BBC indicam que mais de 17 milhões de pessoas vivem com paralisia cerebral em todo o mundo.

Fonte: g1

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