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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Protestos antigoverno reúnem milhares na Colômbia

Milhares protestam na Colômbia contra o governo de Abelardo de la Espriella um dia após decreto ampliar a força contra manifestações.

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Milhares de pessoas protestaram nesta quarta-feira (14), nas principais cidades da Colômbia, contra as políticas do presidente Abelardo de la Espriella, um dia depois de o governo alterar o protocolo de resposta a manifestações.

As mobilizações foram convocadas pela oposição liderada pelo ex-presidente Gustavo Petro (2022-2026) e reuniram sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e grupos feministas. Em Bogotá, os manifestantes entoaram palavras de ordem contra o governo, enquanto os atos ocorreram de forma pacífica nas principais cidades.

Os opositores afirmam que as políticas de linha-dura do presidente ameaçam direitos humanos e podem reverter medidas sociais adotadas durante o governo Petro, como a ampliação do acesso gratuito às universidades públicas e o aumento do salário mínimo.

Entre as pautas dos protestos estão a retomada das relações diplomáticas com Israel e a aproximação com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Bogotá, manifestantes levaram bandeiras palestinas e queimaram uma grande bandeira americana.

Na terça-feira (13), Espriella assinou um decreto que permite às autoridades usar mais força em casos de vandalismo ou bloqueio de vias. Segundo o presidente, a medida busca combater o que chamou de terrorismo urbano disfarçado de protesto.

Os manifestantes disseram temer repressão e afirmaram que o decreto pode intimidar a população. Comunidades indígenas também protestaram contra uma proposta de regulamentação da guarda indígena, entidade civil que atua na defesa de territórios ancestrais.

O governo ainda é questionado pela oposição sobre a transparência na gestão de fundos administrados pela esposa do presidente para ajudar vítimas do terremoto que atingiu o oeste do país em 10 de agosto. Os opositores também alegam violação do Estado laico por causa de referências religiosas feitas por Espriella em atos públicos e discursos.

Fonte: O Globo

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