O PDT vai discutir a possibilidade de formar uma federação partidária na reunião da executiva nacional marcada para 27 de outubro, dois dias após o segundo turno da eleição presidencial.
A discussão foi incluída no edital de convocação da convenção nacional do partido, que será realizada de forma híbrida na sede da Fundação Leonel Brizola, no Rio de Janeiro. Poderão votar integrantes dos diretórios, parlamentares eleitos e membros do conselho político da legenda.
A pauta prevê ainda a análise da conjuntura nacional e a possibilidade de incorporação ou fusão com outras siglas. Também devem ser debatidos um manifesto, um estatuto, programas regionalizados e um nome para a eventual federação.
O PSB é apontado como principal alternativa para a formação do bloco. Os dois partidos negociam uma aproximação desde 2022, com o objetivo de ampliar a representação no Congresso.
O PDT elegeu quatro deputados federais e obteve 1,64% dos votos válidos para a Câmara. O resultado ficou abaixo dos critérios da cláusula de barreira, que exige a eleição de 13 parlamentares em pelo menos nove estados e 2,5% dos votos nacionais.
A legenda também perdeu disputas estaduais consideradas estratégicas. Juliana Brizola foi derrotada no Rio Grande do Sul por Luciano Zucco, enquanto Requião Filho perdeu no Paraná para Sergio Moro. Em Minas Gerais, Alexandre Kalil terminou a eleição em quinto lugar.
O partido passou por mudanças de estratégia ao longo do ano. Após a saída de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, do Ministério da Previdência, a legenda adotou uma postura de independência no Congresso e deixou a base do governo na Câmara.
Na eleição deste ano, porém, o PDT apoiou a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e integrou pela primeira vez em 12 anos a coligação liderada pelo PT. A aliança também envolveu acordos de apoio em estados onde os petistas desistiram de lançar candidaturas próprias para apoiar candidatos pedetistas.
Fonte: O Globo