Rose Harrison, de 27 anos, foi acusada de matar o marido, Charles Harrison, e o filho do casal, de 3 anos, em um quarto do resort Great Wolf Lodge, na região das montanhas Pocono, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, na segunda-feira (12 de outubro).
Segundo documentos policiais citados pela emissora WNEP 16, Rose ligou para a polícia à tarde e pediu ajuda para cometer suicídio. Ela foi encontrada com ferimentos que, de acordo com a investigação, teriam sido provocados por ela mesma, enquanto o marido e a criança estavam mortos nas camas do quarto.
Os investigadores afirmam que Charles tinha múltiplos ferimentos de faca no peito, e que o menino apresentava um ferimento na mesma região. Uma faca de açougueiro foi localizada no chão do banheiro, e outra menor, na pia. Os policiais também encontraram frascos de medicamentos e recipientes com uma substância que acreditam ser sangue.
Durante o transporte ao hospital, Rose teria dito que se esforçava para ser uma boa mãe e esposa e que não imaginava aquele desfecho para a família, segundo o depoimento policial. Ela também teria afirmado que queria se juntar ao marido e ao filho.
Após ser presa, Rose teria se recusado a falar com os investigadores, dizendo que era "suicida, não estúpida", conforme declaração obtida pela WNEP 16. A família estava hospedada no resort desde 21 de setembro e havia prorrogado a estadia, inicialmente prevista até 5 de outubro.
O promotor do condado de Monroe, Mike Mancuso, classificou o caso como uma "tragédia doméstica violenta" e afirmou que não havia ameaça à segurança pública. Rose foi acusada de dois homicídios dolosos, mas não havia informação sobre como ela se declarou no processo.
Em comunicado, o Great Wolf Lodge afirmou estar profundamente triste com o ocorrido e disse que coopera com as autoridades locais. A investigação continua.
Fonte: O Globo