Um mês após a morte de Isabelle Caracristi, a professora universitária Isorlanda Caracristi publicou nesta terça-feira (13) uma homenagem à filha nas redes sociais e afirmou que continua enfrentando dias doloridos, mas tem recebido apoio da família, de amigos e de outras pessoas.
Na publicação, Isorlanda disse que Isabelle permanece viva em sua memória e voltou a pedir Justiça. A mãe também acusou o ex-namorado da jovem, João Munhoz Neto, de violência contra a filha e de assédio contra mulheres que trabalhavam com ele.
As acusações foram feitas por Isorlanda em um vídeo de quase dez minutos. Segundo ela, depoimentos colhidos durante a investigação registraram relatos de assédio no escritório de advocacia onde João e Isabelle trabalhavam.
João Munhoz Neto foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica e fraude processual. O indiciamento ocorre na fase de investigação e não representa condenação judicial.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito foi concluído em 30 de setembro, após a elaboração de 17 laudos periciais, e apontou que a morte da estudante resultou de uma precipitação voluntária. João foi preso em 22 de setembro, permaneceu dez dias detido e foi solto com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa de João negou as acusações e afirmou que ele nunca praticou os atos investigados. A advogada Lígia Peixe também declarou que a liberdade do cliente era um direito e que a defesa pretende comprovar sua inocência.
Fonte: g1 Ceará