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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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ECONOMIA

IA pode afetar 40% dos empregos no mundo, alerta FMI

FMI alerta que a inteligência artificial pode afetar 40% dos empregos no mundo e dificultar o acesso de jovens ao primeiro trabalho.

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A inteligência artificial poderá afetar cerca de 40% dos empregos no mundo e até 60% nas economias avançadas, segundo alerta da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia.

O FMI projeta crescimento de 3,1% para a economia global em 2026. De acordo com Georgieva, os investimentos em IA ajudam a sustentar a atividade econômica ao ampliar a demanda por infraestrutura tecnológica, mas também podem reduzir ou eliminar postos de trabalho em algumas funções.

A diretora-geral descreveu o impacto da tecnologia no mercado de trabalho como um “tsunami de movimento lento”. Segundo ela, a IA pode elevar a produtividade em determinadas atividades, diminuir a importância de outras e exigir mudanças na formação profissional e nos sistemas de arrecadação de impostos.

As economias asiáticas estão entre as que podem se beneficiar do ciclo de investimentos. A estimativa apresentada por Georgieva é de um aumento de 0,5 a 1 ponto percentual no crescimento das economias avançadas da região e de 0,2 a 0,8 ponto percentual nas economias emergentes.

Estados Unidos, China e Índia são os principais produtores da cadeia de fornecimento de IA, enquanto empresas asiáticas têm participação relevante na fabricação de equipamentos e na construção da infraestrutura necessária para operar os sistemas.

O avanço da automação também preocupa autoridades por seus efeitos sobre os jovens. O presidente de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, afirmou que a redução da demanda por profissionais recém-formados pode dificultar o acesso ao primeiro emprego, tradicionalmente uma porta de entrada para funções de maior responsabilidade.

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apresentou uma avaliação menos pessimista. Ele disse não estar convencido de que a IA eliminará os empregos iniciais e defendeu o uso de sistemas menores nos países emergentes para aumentar a produtividade em áreas como agricultura, saúde e educação.

Georgieva afirmou ainda que os trabalhadores precisarão atualizar continuamente suas habilidades. Para ela, a mudança na composição da economia, com maior peso de equipamentos e tecnologia e menor participação relativa do trabalho humano, também exigirá uma revisão dos sistemas tributários.

Fonte: g1

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