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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Governo Lula exonera indicados do Centrão após apoio a Flávio

Governo Lula começa a exonerar indicados do Centrão após apoio a Flávio Bolsonaro, mas publica por engano o nome de aliado de Arthur Lira.

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O governo Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nos estados, a exoneração de indicados do Centrão após partidos do bloco apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Em um dos atos publicados no Diário Oficial da União, porém, o Planalto informou incorretamente o nome de um aliado do deputado Arthur Lira (PP-AL).

O documento registrou a saída de Juliano Pereira de Oliveira da chefia do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Alagoas. Consultas ao próprio Diário Oficial e ao portal do órgão indicam que o alvo seria Juliano Ribeiro Balbino, ligado a Lira, que permanece no cargo até a publicação correta da exoneração.

Um governista afirmou que o erro deve ser corrigido nos próximos dias. Balbino foi procurado, mas não respondeu, e a Secretaria de Relações Institucionais não se manifestou.

A revisão dos cargos ocorre depois de PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo, além da maioria dos diretórios do MDB, declararem apoio a Flávio. O governo avalia as indicações atribuídas a parlamentares, mas não deve, neste primeiro momento, alterar os principais cargos federais.

Também foram exonerados indicados atribuídos aos deputados Marx Beltrão (PP-AL), Zé Haroldo Cathedral (União Brasil-RR) e Fred Costa (PRD-MG). Entre os nomes estão Jully Beltrão Lima Siqueira Vasconcelos, irmã de Marx Beltrão, que ocupava a Superintendência do Patrimônio da União em Alagoas; dois superintendentes de ministérios em Roraima; e Germanielle Gessica Pereira de Oliveira, coordenadora do Dnocs em Minas Gerais.

Arthur Lira declarou apoio a Flávio nas redes sociais e publicou imagens ao lado de aliados usando adesivos da campanha do candidato. Procurado, o deputado não respondeu.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, havia defendido uma revisão dos cargos ocupados por indicados de parlamentares que não apoiam Lula. Já o ministro Camilo Santana afirmou que o governo manteria a relação com deputados do PP e do União Brasil que apoiam o presidente.

Fonte: O Globo

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