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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio sinaliza revisão da PEC da escala 6x1 em eventual governo

Flávio sinaliza a empresários que o Congresso poderá revisar a PEC da escala 6x1 em eventual governo, conforme os efeitos sobre emprego e economia.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sinalizou a empresários que a PEC que prevê o fim da escala 6x1 poderá ser revisada pelo Congresso em um eventual governo, caso a redução da jornada afete o emprego e a atividade econômica.

A indicação ocorreu na terça-feira (13), durante conversas reservadas com representantes da indústria, do comércio, dos serviços e do agronegócio, em São Paulo. Segundo interlocutores, Flávio pretende acompanhar os efeitos da mudança após o início de sua implementação.

Aliados do senador avaliam que a aplicação das novas regras exigiria ajustes para atender às particularidades de diferentes setores. A equipe estuda projetos específicos para determinadas categorias, mas ainda não definiu quais atividades seriam contempladas ou que alterações poderiam ser propostas.

Empresários procuraram Flávio após a mudança de posição e afirmaram compreender o apoio à PEC no cenário eleitoral. Ao mesmo tempo, disseram que um eventual governo teria de enfrentar os custos adicionais da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial.

No Grande Encontro do Associativismo, realizado no Clube Monte Líbano, em São Paulo, participaram Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Tirso Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp); Alfredo Cotait Neto, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e porta-voz econômica do candidato.

De acordo com um participante, o setor produtivo não apresentou pedidos específicos. O entendimento foi aguardar os efeitos da implementação, sem compromisso de alteração imediata do texto.

Antes de apoiar o fim da escala 6x1, Flávio e seus aliados defendiam uma proposta apresentada em maio pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A medida prevê contratação por horas trabalhadas, com remuneração proporcional, e amplia as possibilidades de negociação entre empregadores e empregados, sem estabelecer redução obrigatória da jornada para 40 horas ou dois dias de descanso semanal.

Ao anunciar o voto favorável à PEC, Flávio afirmou que o governo deveria bancar parte dos custos adicionais para as empresas. Ele não detalhou como funcionaria a compensação nem quais recursos seriam usados.

A PEC está prevista para ser votada nesta quarta-feira (14) no Senado. A aprovação exige ao menos 49 votos em cada um dos dois turnos, e uma eventual mudança futura no texto constitucional também dependeria de nova deliberação do Congresso.

Fonte: O Globo

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