A família de William Chapman, de 23 anos, pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do jovem, atacado por um tigre no Yorkshire Wildlife Park, na Inglaterra, no sábado (10 de outubro).
Em comunicado divulgado na terça-feira (13), os parentes descreveram Chapman como inteligente, afetuoso e cativante. Segundo a família, ele enfrentava dificuldades significativas de saúde mental havia vários anos e usava medicamentos fortes.
Chapman entrou no recinto do tigre-de-amur Altai pouco depois das 13h30, no horário de verão britânico, e foi atacado pelo animal. O parque, localizado perto de Doncaster, foi evacuado e fechado por tempo indeterminado.
Os familiares afirmaram que cabe ao legista avaliar se as condições de saúde mental e os medicamentos tiveram influência na morte. Eles também pediram privacidade e criticaram a circulação de conteúdos que classificaram como ofensivos.
Testemunhas disseram ter visto o jovem usando fones de ouvido e andando de um lado para o outro perto do recinto antes de entrar na área do tigre. Vídeos que podem ter sido gravados por Chapman parecem mostrar o jovem atravessando uma área gramada em direção ao animal.
O Conselho Municipal de Doncaster abriu uma investigação sobre as condições de saúde e segurança relacionadas ao episódio. Uma audiência de inquérito estava prevista para quinta-feira (15), no Tribunal do Legista de Doncaster.
A Polícia de South Yorkshire informou que agentes especializados estão apoiando a família. O Yorkshire Wildlife Park declarou que Altai permanecerá no recinto e não será submetido à eutanásia.
Chapman estudou na antiga Jackie Palmer Stage School, em High Wycombe, e participou, quando criança, da produção May Contain Nuts, da ITV, e da série True Stories, da BBC.
Fonte: O Globo