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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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EUA enviam centenas de soldados para treinos na América Latina

EUA enviam centenas de soldados para treinar com forças locais e participar de exercícios no Panamá, Colômbia e Honduras.

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Os Estados Unidos começaram a enviar centenas de soldados do Exército para treinar com forças locais e participar de exercícios na América Latina, segundo autoridades militares americanas. Os primeiros integrantes de um batalhão de 600 militares da 10ª Divisão de Montanha, de Fort Drum, em Nova York, seguiram para uma nova instalação de treinamento na selva do Panamá.

As tropas também devem atuar na Colômbia e em Honduras. De acordo com as autoridades, os militares poderão apoiar forças de Operações Especiais dos EUA e assessorar ações contra supostos traficantes de drogas.

Os soldados serão deslocados inicialmente para o Panamá e, depois, parte deles seguirá para a Colômbia, onde participará do exercício Southern Vanguard, previsto para começar no fim de outubro. Outros grupos irão para Honduras para treinamentos com parceiros locais.

Além dos destacamentos, várias centenas de militares da 10ª Divisão de Montanha devem ajudar a formar o quadro de um novo comando para operações no Hemisfério Ocidental, com sede em Miami.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, criou recentemente um escritório no Pentágono para supervisionar as atividades militares de combate aos cartéis. O Departamento de Defesa também transferiu drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador.

Adam Isacson, diretor de Supervisão de Defesa do Escritório de Washington para Assuntos Latino-Americanos (WOLA), afirmou não se lembrar de um destacamento americano na região próximo de 600 soldados, exceto em situações como invasões ou desastres naturais.

As medidas ocorrem enquanto o governo do presidente Donald Trump pressiona países da região a ampliar ofensivas contra grupos de tráfico de drogas e a permitir operações conjuntas com os Estados Unidos. O general Francis L. Donovan, comandante militar americano de maior patente na América Latina, disse que os EUA planejam ampliar as operações de ataques contra embarcações para ações em terra.

Colômbia e Honduras estão entre os países que concordaram oficialmente em permitir operações conjuntas dentro de suas fronteiras. Os dois integram o Escudo das Américas, aliança política e militar liderada pelos EUA que reúne 19 parceiros regionais para combater grupos criminosos.

Organizações de direitos humanos afirmam temer que a campanha militar coloque civis em risco. Especialistas também avaliam que a eliminação de integrantes de grupos de tráfico, inclusive líderes, pode ter efeito limitado sobre o fluxo de drogas, já que eles podem ser substituídos.

O Comando Sul encaminhou perguntas sobre os destacamentos ao Pentágono, que não comentou as movimentações. Em nota, o órgão afirmou estar comprometido com uma "abordagem de trabalho com aliados e parceiros capazes para aprofundar a colaboração e manter a pressão constante contra as redes de ameaças hemisféricas".

O general Joseph A. Ryan, que chefia o Comando do Hemisfério Ocidental do Exército, disse nesta semana que os EUA enfrentam desafios ao retomar o foco em uma região onde a China ampliou sua influência econômica e os cartéis construíram redes globais de tráfico.

Fonte: O Globo

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