O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (13) que considera legítima a ação de policiais militares que dispararam pelo menos 45 vezes durante uma abordagem que matou Gustavo Munis de Santana, em Moema, na Zona Sul da capital paulista.
Segundo o secretário, os agentes foram acionados após uma denúncia de que uma pessoa ameaçava cometer suicídio. Ele disse que, durante a ocorrência, Gustavo correu e apontou uma arma na direção dos policiais, que teriam reagido à ameaça.
Nico afirmou que a conduta dos agentes não estaria fora do protocolo, mas ressaltou que ainda não é possível concluir se houve excesso no uso da força. A quantidade de disparos foi identificada a partir das cápsulas recolhidas no local, enquanto a perícia deverá esclarecer quantos tiros atingiram o jovem e como ocorreu a abordagem.
O caso será investigado por meio de um inquérito da Polícia Civil e de uma apuração interna da Polícia Militar. As investigações devem analisar imagens da ocorrência, laudos periciais e a posição dos policiais no momento dos disparos.
Durante a entrevista, um coronel também afirmou que Gustavo fazia ligações recorrentes para a Polícia Militar desde 2022. De acordo com a corporação, os chamados incluíam informações consideradas falsas, mas os policiais que atenderam à ocorrência em Moema não tinham conhecimento desse histórico.
Fonte: G1