O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (13) que considera legítima a ação de policiais militares que terminou com a morte de Gustavo Munis de Santana, em Moema, na Zona Sul da capital paulista. Segundo ele, não houve, até o momento, elementos que indiquem uma atuação fora do protocolo.
De acordo com o secretário, os agentes foram acionados para atender a uma ocorrência envolvendo uma pessoa que ameaçava cometer suicídio. Durante a abordagem, Gustavo teria corrido e apontado uma arma na direção dos policiais, que reagiram.
Cápsulas recolhidas no local indicam pelo menos 45 disparos. O jovem foi atingido por 27 tiros, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Nico Gonçalves afirmou que ainda não é possível concluir se houve excesso no uso da força. A dinâmica da ocorrência será analisada em um inquérito da Polícia Civil e em uma apuração interna da Polícia Militar, com exame de imagens, laudos periciais e da posição dos agentes durante os disparos.
Um coronel da PM disse que Gustavo fazia ligações recorrentes para a corporação desde 2022. Segundo a polícia, os registros incluíam chamados ao Centro de Operações com informações consideradas falsas, mas os agentes que atenderam à ocorrência não tinham conhecimento desse histórico no momento da abordagem.
Fonte: G1