O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, definiu regras para o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp e determinou que a área de combate à desinformação da Corte monitore as publicações. O setor deverá comunicar ao tribunal caso identifique conteúdo falso.
Nunes Marques também marcou para as 15h30 desta terça-feira, 13 de outubro, uma reunião com as equipes jurídicas das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). O encontro ocorre em meio à disputa judicial entre as duas campanhas.
O canal foi criado pelo deputado federal André Janones para ampliar a circulação de conteúdo favorável a Lula. A campanha de Flávio questionou no TSE o funcionamento do grupo e publicações compartilhadas na plataforma.
No domingo, Nunes Marques havia determinado que o WhatsApp derrubasse o canal. Mais tarde, o corregedor da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o ambiente virtual e fez críticas à decisão do presidente do TSE.
Na segunda-feira, a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação informou que não identificou no canal as alegações apontadas pela campanha de Flávio como falsas. Entre os conteúdos analisados estavam afirmações de que o senador retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, teria ligação com milícias, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou cancelaria o reajuste do Bolsa Família.
Além do caso do canal, Nunes Marques interrompeu três julgamentos no plenário virtual do TSE que tinham maioria favorável à retirada de vídeos críticos a Lula. O ministro pediu destaque, medida que leva a análise para uma sessão presencial.
Durante ato de campanha na segunda-feira, Lula criticou a atuação do presidente do TSE e afirmou que a Corte não pode “ter lado” na eleição. Segundo o presidente, todos os candidatos devem ter os mesmos direitos perante a Justiça Eleitoral.
Fonte: O Globo