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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Mortes por intervenção policial chegam a 191 em 2026 na capital paulista

Mortes por intervenção policial na capital paulista chegam a 191 entre janeiro e setembro de 2026, maior número desde 2020.

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A cidade de São Paulo registrou 191 mortes decorrentes de intervenção policial entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). É o maior número para os nove primeiros meses de um ano desde 2020.

Os registros incluem mortes provocadas por policiais em serviço e de folga. A média em 2026 foi de uma morte a cada 34 horas, conforme os dados divulgados pelo Gaesp.

A série mostra queda entre 2020 e 2022, quando os casos passaram de 264 para 124. A partir de 2023, primeiro ano da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), os números subiram para 141, em 2023; 176, em 2024; 188, em 2025; e 191, em 2026.

Na comparação entre 2022 e 2026, houve aumento de 54% nas mortes registradas nos nove primeiros meses do ano. Os dados não estabelecem, por si só, uma causa para a variação.

Dois casos recentes na capital envolveram elevado número de disparos durante abordagens policiais. No dia 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto em Moema, na Zona Sul, após policiais militares confundirem o celular que ele segurava com uma arma, segundo a ocorrência relatada. O boletim registra 45 disparos feitos por quatro policiais, dos quais 27 atingiram o jovem.

Na madrugada de 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu durante uma abordagem na Vila Dionísia, na Zona Norte. Segundo a versão apresentada pelos policiais, ele carregava uma faca e uma barra de ferro e teria ameaçado pedestres; imagens divulgadas mostram os disparos após Antonio cair no chão. Nenhum dos agentes envolvidos usava câmera corporal, de acordo com o boletim de ocorrência.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que atua na preservação da vida, na revisão de protocolos, no uso de tecnologias e no combate a desvios de conduta. A pasta disse ainda que cada morte decorrente de intervenção policial é investigada com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público, do Judiciário e de órgãos de controle externo.

Fonte: g1

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