O jornalista Sílvio Barsetti morreu na madrugada desta terça-feira (13), aos? após o agravamento de um câncer. Ele ficou conhecido pela atuação no jornalismo esportivo e pelas perguntas incisivas em entrevistas da seleção brasileira.
Formado pela Faculdade Hélio Alonso em 1988, Barsetti iniciou a carreira no Jornal dos Sports. Depois, trabalhou no Jornal do Brasil, em O Dia, no Estado de S. Paulo, onde permaneceu por cerca de 20 anos, e no portal Terra.
Ao longo da carreira, cobriu Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, eleições de dirigentes e crises institucionais do futebol brasileiro. Em abril de 2010, antecipou que o Morumbi seria excluído da Copa do Mundo de 2014, informação confirmada oficialmente dois meses depois, e recebeu o Prêmio Estado de Jornalismo pela reportagem.
Barsetti também escreveu livros sobre política e relações de poder. Em 2018, lançou A Farra dos Guardanapos: O último baile da era Cabral; quatro anos depois, publicou O outro lado do phoder.
Em 2024, passou a integrar a delegação da seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Paris como coordenador de comunicação. A equipe terminou a competição com a medalha de prata.
Conhecido pela firmeza com fontes como técnicos e dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol, Barsetti também era descrito por colegas como generoso e afetuoso. Torcedor do América do Rio, ele deixa reportagens, livros e lembranças entre profissionais que conviveram com sua trajetória.
Fonte: O Globo