O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu nesta terça-feira (13 de outubro) o apoio pessoal do líder do PSD, Antonio Brito (BA), à sua recondução ao cargo, em reunião com a bancada do partido.
A votação está prevista para fevereiro. As articulações foram intensificadas após o primeiro turno das eleições, que ampliou a bancada do PL, partido que sinalizou a intenção de lançar uma candidatura de oposição.
Brito era considerado um possível adversário de Motta por ter trânsito entre bancadas de esquerda e não enfrentar resistência do PL. Com a declaração de apoio, o PSD se aproxima da decisão de não apresentar candidatura própria.
O PSD elegeu 43 deputados e terá a quarta maior bancada da Câmara a partir do próximo ano. Atualmente, o partido conta com 48 parlamentares.
O apoio pode ajudar a preservar o bloco que hoje dá sustentação à presidência de Motta, formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos. O grupo reúne atualmente 271 deputados e, conforme o resultado das urnas, terá 245 parlamentares no próximo ano.
Para ser eleito presidente da Câmara, o candidato precisa obter os votos da maioria dos 513 deputados em votação secreta. Aliados de Motta defendem a consolidação antecipada dos apoios, diante da possibilidade de uma candidatura do PL.
Entre os nomes citados nos bastidores para representar o PL estão o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ). Uma liderança do partido afirmou que a sigla pode desistir de lançar candidato se obtiver apoio de partidos de centro para eleger um senador do PL à Presidência do Senado.
Fonte: O Globo