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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jockey Club propõe quitar dívida de R$ 871 milhões com a Prefeitura de SP

Jockey Club propõe pagar R$ 228 milhões à Prefeitura de SP e criar novo clube para reestruturar entidade endividada.

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O Jockey Club de São Paulo apresentou nesta terça-feira (13), durante reunião da CPI do Jockey Club na Câmara Municipal, um plano para quitar sua dívida tributária com a Prefeitura e reestruturar a entidade com financiamento do BTG Pactual.

Segundo a proposta apresentada aos vereadores, o clube pretende pagar à vista até 30 de outubro cerca de R$ 228 milhões, após a aplicação de descontos previstos no programa municipal de regularização para grandes devedores. O débito tributário original é estimado em R$ 871 milhões.

O plano prevê que o financiamento bancário cubra dívidas com o município, a União e outros credores. A entidade pretende pagar o BTG com receitas de um novo clube privado, que teria capacidade para cerca de 14 mil associados, além da emissão e venda de títulos do empreendimento.

De acordo com Renato Diniz Junqueira Filho, conselheiro de administração do Jockey, o passivo total da instituição chega a aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Ele afirmou que o clube já teve cerca de 8 mil sócios, mas atualmente possui menos de 600.

A proposta também inclui a criação de um parque público de 85 mil metros quadrados dentro da área interna das pistas do Hipódromo Cidade Jardim. O projeto prevê esplanada, áreas infantis, espaços para animais, bosques, trilhas, lagoas de contenção e um túnel de ligação com áreas sociais e de lazer abertas ao público.

A apresentação não detalhou o cronograma de implantação do parque nem as regras de acesso e manutenção da área. A continuidade do plano dependerá da negociação com credores, da obtenção do financiamento e da aprovação das medidas necessárias.

O Jockey enfrenta uma crise financeira há anos. Em abril, o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de recuperação judicial da entidade, sob o entendimento de que uma associação civil sem fins lucrativos não pode utilizar o mecanismo previsto na Lei de Recuperação de Empresas e Falências.

A CPI foi instalada pela Câmara Municipal em novembro de 2025 para investigar os débitos do clube e possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados ao restauro de seu patrimônio histórico.

Fonte: g1

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