A inflação ao consumidor na Argentina foi de 1,9% em setembro, mantendo-se pelo segundo mês consecutivo abaixo de 2%, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (13).
Na comparação anual, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 33,4%. As tarifas de serviços públicos e os preços da educação lideraram as altas, enquanto os alimentos, que têm o maior peso no índice, subiram ligeiramente acima da média geral.
O controle da inflação é uma das principais prioridades do presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023, quando os aumentos anuais de preços estavam na casa dos três dígitos.
As medidas adotadas pelo governo incluem câmbio valorizado, política monetária restritiva e austeridade fiscal. Segundo o conteúdo original, essas políticas também têm prejudicado o crescimento econômico.
A economia argentina contraiu-se no segundo trimestre, e economistas consultados pelo banco central preveem nova queda no terceiro trimestre, o que configuraria uma recessão técnica. A previsão é de crescimento de 1,5% em 2026, cerca de metade do percentual projetado pelos investidores no início do ano.
De acordo com a pesquisa do banco central, a inflação mensal deve ficar entre 1,6% e 1,8% até março de 2027. A expectativa é que a inflação acumulada em 12 meses recue para 30% até o fim deste ano.
Fonte: O Globo