A inflação ao consumidor na Argentina subiu 1,9% em setembro, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026. Com o resultado, o país registra o segundo mês consecutivo com alta mensal inferior a 2%.
O índice ficou em linha com a estimativa mediana de analistas consultados pela Bloomberg. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 33,4%.
As tarifas de serviços públicos e os preços da educação lideraram as altas no mês. Os alimentos, que têm o maior peso no índice, também subiram acima da inflação geral.
O controle dos preços é uma das principais prioridades do presidente Javier Milei, que assumiu o cargo quando a inflação anual estava na casa dos três dígitos. As medidas adotadas pelo governo incluem câmbio valorizado, política monetária restritiva e austeridade fiscal.
Segundo o conteúdo original, essas medidas têm afetado o crescimento econômico. A economia argentina contraiu no segundo trimestre, e economistas consultados pelo banco central projetam nova queda no terceiro trimestre, o que caracterizaria uma recessão técnica.
A expectativa é que a economia cresça 1,5% em 2026, cerca de metade da projeção feita por investidores no início do ano. Pesquisa do banco central indica que a inflação mensal deve ficar entre 1,6% e 1,8% até março de 2027, enquanto a taxa acumulada em 12 meses pode recuar para 30% até o fim deste ano.
Fonte: O Globo