O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu-se nesta terça-feira (13) com a bancada do PSD para buscar apoio à sua recondução ao comando da Casa, em votação prevista para fevereiro.
Durante o encontro, o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), afirmou que não disputará a presidência e declarou apoio pessoal a Motta. Brito, porém, disse que os demais integrantes da bancada ainda precisarão ser convencidos.
“O meu voto pessoal vai ser seu. Agora o de cada um vai ter que ser construído”, afirmou o líder.
Motta tem intensificado conversas com partidos e deputados individualmente, incluindo parlamentares que assumirão mandato no próximo ano. Sem citar o PL, ele defendeu a formação de um bloco de apoio com partidos de centro antes de buscar diálogo com os polos políticos.
“Com esse bloco estabelecido, vamos debater aquilo que interessa ao PSD, que interessa aos demais partidos e aquilo que é o sentimento comum de unidade desses partidos”, disse o presidente da Câmara.
O PSD elegeu 43 deputados e será a quarta maior bancada da Casa, que atualmente tem 48 parlamentares do partido. O apoio da sigla fortalece Motta diante do crescimento do PL, que terá 121 deputados e já indicou a intenção de lançar uma candidatura de oposição.
O bloco que hoje apoia Motta reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos, com 271 parlamentares. Pelo resultado das urnas, essas legendas terão 245 deputados no próximo ano. A eleição exige o voto da maioria dos 513 deputados, em votação secreta.
Aliados de Motta defendem a consolidação antecipada dos apoios. O deputado foi eleito presidente da Câmara em 2024 com apoio de partidos que iam do PT ao PL, mas sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste ano contrariou setores bolsonaristas.
Entre os nomes lembrados no PL para uma eventual disputa estão o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ). Uma liderança do partido afirmou que o PL pode desistir de lançar candidato à presidência da Câmara caso consiga apoio do centro para eleger um senador da legenda ao comando do Senado.
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, incluiu o apoio à recondução de Motta nas negociações com o PL para apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, mas não houve acordo sobre o tema.
Fonte: O Globo