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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Câmeras registram jovem sendo atingido por 27 tiros de PMs em Moema

Gustavo Munis, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 tiros de PMs durante uma abordagem em Moema, na Zona Sul de São Paulo.

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Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por pelo menos 27 disparos efetuados por quatro policiais militares durante uma abordagem na madrugada de sábado (10), em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostram o jovem tentando se proteger junto à parede antes de pegar um celular e apontá-lo na direção dos agentes.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais confundiram o aparelho com uma arma de fogo. A equipe havia sido acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após uma informação de que uma pessoa estaria tentando cometer suicídio.

A gravação indica que Gustavo foi atingido também quando já estava no chão. Os quatro policiais efetuaram dezenas de disparos, e a ocorrência é investigada para esclarecer a sequência dos fatos e a compatibilidade da ação com os protocolos de uso progressivo da força.

Os policiais militares foram afastados das atividades no domingo (11), após a corporação analisar imagens das câmeras corporais. Até a segunda-feira (12), porém, a Polícia Civil ainda não havia recebido a íntegra das gravações, consideradas relevantes para o inquérito.

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e a própria Polícia Militar investigam o caso. A PM instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes.

A família contesta a informação de que Gustavo estaria tentando tirar a própria vida. Segundo a advogada Ana Facíllia Meira, o jovem fazia tratamento para depressão, mas não tinha histórico de tentativas de suicídio, automutilação ou surtos psicóticos.

A defesa também afirmou que Gustavo já havia sido submetido a outras abordagens consideradas violentas por policiais. Familiares disseram acreditar que ele era tratado como suspeito por ser negro, mas essa alegação ainda integra os elementos a serem apurados.

Especialistas ouvidos pelo SP1 questionaram a quantidade de disparos e defenderam a análise das imagens das câmeras corporais. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades serão punidas.

Fonte: G1

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