A Azul abriu uma investigação interna para apurar a decolagem de um Embraer E195-E2 que deixou o solo pouco antes do fim da pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, no domingo (11). O voo AD4797 tinha Belo Horizonte (MG) como destino.
A aeronave percorreu quase toda a extensão da pista e passou em baixa altitude sobre o sistema EMAS, instalado no final da área de decolagem. O equipamento é formado por blocos que se deformam sob o peso das rodas e ajudam a reduzir a velocidade de aviões que ultrapassam os limites da pista.
O avião decolou depois de passar pela marca usada como referência para o ponto de toque em pousos na direção oposta. Em condições habituais, a aeronave já estaria no ar nesse trecho, mas a utilização de toda a extensão disponível pode ser permitida quando respeita os cálculos e os limites de segurança da operação.
O momento da decolagem pode ser influenciado por fatores como peso da aeronave, quantidade de combustível, passageiros, carga, temperatura, vento, altitude do aeroporto, inclinação e comprimento da pista, além da técnica empregada pela tripulação.
A companhia afirmou que apura as circunstâncias do caso e que suas operações seguem padrões nacionais e internacionais de segurança. Ainda não há, nas informações divulgadas, uma conclusão sobre eventual irregularidade na manobra.
Em maio de 2024, outro avião da Azul também decolou próximo ao fim da pista de Congonhas. A ocorrência foi classificada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) como incidente, categoria que inclui eventos que afetam ou podem afetar a segurança da operação.
Fonte: g1