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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Atos opostos em frente à PUC-Rio terminam em bate-boca e ofensas

Atos de grupos bolsonaristas e lulistas terminaram em bate-boca em frente à PUC-Rio, onde houve provocação sobre a morte de Marielle Franco.

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Manifestações de grupos alinhados ao bolsonarismo e ao lulismo terminaram em bate-boca e troca de ofensas nesta terça-feira (13), em frente à PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Durante o ato, o influenciador Breno Faria, conhecido como “Café com Teu Pai”, fez comentários de deboche sobre a morte da vereadora Marielle Franco.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Breno em um carro de som, ao lado dos vereadores Rogério Amorim e Rafael Satiê, ambos do PL. Enquanto manifestantes de esquerda gritavam “Marielle, presente”, o influenciador fez referências ofensivas à vereadora, assassinada em 2018.

Os grupos se concentraram nas proximidades do acesso à universidade pela Rua Padre Leonel Franca. De um lado, apoiadores do campo bolsonarista estavam reunidos em um carro de som; do outro, manifestantes de esquerda ocupavam a área próxima à entrada, com gritos de ordem e provocações.

O ato ocorreu um dia depois de a PUC-Rio anunciar que não autorizaria eventos de natureza político-partidária em suas dependências até o fim do período eleitoral. A universidade classificou a decisão como preventiva e excepcional, com o objetivo de preservar a segurança e a convivência entre estudantes, professores, funcionários e demais integrantes da comunidade acadêmica.

Os organizadores do movimento “A PUC Também é Nossa”, ligado à Liga da Juventude Livre, afirmaram que a mobilização seria apartidária e não teria campanha eleitoral. Após o anúncio da universidade, o grupo transferiu a manifestação para a área pública em frente à entrada da Rua Padre Leonel Franca.

O grupo PUC Antifascista também havia convocado uma atividade dentro do campus, descrita como um encontro de leitura, estudo e desenho livre. As mobilizações ocorreram durante a disputa do segundo turno da eleição presidencial de 2026, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Marielle Franco foi vereadora do Rio pelo PSOL e morreu em 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes. Ela era formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio.

O Instituto Marielle Franco criticou a zombaria e afirmou que a morte da vereadora não deve ser tratada como objeto de debate político. A entidade também destacou a trajetória acadêmica e política de Marielle e o papel das universidades na promoção do pensamento crítico.

Rogério Amorim é irmão do deputado estadual Rodrigo Amorim, que ganhou notoriedade em 2018 após aparecer em um ato com uma placa que reproduzia uma homenagem a Marielle quebrada. Breno Faria, que disputou uma vaga de deputado federal pelo PL em 2026, não respondeu aos contatos da reportagem. A PUC-Rio também foi procurada e não havia se manifestado até a última atualização.

Fonte: g1

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