O acervo do cantor Roberto Müller foi levado para Piracuruca, cidade natal do artista no Norte do Piauí, após sua morte em setembro de 2026. Os objetos estavam no apartamento onde ele morou por cerca de 30 anos, em Recife (PE).
Segundo a Prefeitura de Piracuruca, o material será catalogado e deverá integrar um espaço do museu que está em fase de implantação no município.
O acervo reúne fotos, discos, faixas, quadros, revistas, recortes de jornais e registros do cantor ao lado de personalidades como Belchior, Chacrinha e Patrícia Pilar.
A transferência atendeu a um desejo manifestado por Roberto Müller enquanto estava vivo, de acordo com a compositora e empresária Dagmar Pereira, que ficou responsável pelo acervo após a morte do artista.
Dagmar também relembrou os 35 anos de convivência e trabalho com o cantor. Segundo ela, Müller era conhecido pela generosidade e tinha pedido que seu acervo fosse levado para Piracuruca.
Nascido em Piracuruca em 1937, José Ribamar da Silva adotou o nome artístico Roberto Müller e iniciou a carreira na década de 1950. Conhecido como o “romântico Pingo de Ouro do Brasil”, ele gravou músicas como “Entre espumas”, “Sofro por ti” e “Nunca mais brigarei contigo”.
Fonte: g1