Zélia Duncan apresentou na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o show Agudo grave, com direção musical de Maria Beraldo e repertório que combinou músicas recentes com canções marcantes da carreira da cantora.
O espetáculo reuniu 24 músicas e ampliou no palco a proposta sonora do álbum homônimo, lançado em 2026. Sob os arranjos de Maria Beraldo, faixas como “Catedral”, “Me revelar” e “Nos lençóis desse reggae” ganharam novas texturas, enquanto as composições mais recentes foram apresentadas em diálogo com diferentes fases da trajetória de Zélia.
A banda contou com Aline Gonçalves, Amanda Camargo, Antonio Loureiro, Ciro Bellucci e Fabio Sá, músicos que alternaram instrumentos e contribuíram para uma sonoridade marcada pela experimentação, sem abandonar a comunicação com o público. O cenário de Simone Mina acompanhou a fluidez do espetáculo com elementos visuais suspensos, enquanto Zélia também assinou a direção da apresentação.
Maria Beraldo participou do show em números como “Voz”, “Matagal” e “Tua boca”. Lenine foi convidado em “Maravilha disforme” e “Meu xamego”, além de retornar no bis para cantar “Nos lençóis desse reggae” ao lado de Zélia e Maria.
O roteiro também incluiu “All I want”, de Joni Mitchell, “Pan y leche”, de Maurício Pereira, “Capitu”, de Luiz Tatit, e um medley formado por “Sonho impossível” e “Que tal o impossível?”. A apresentação foi avaliada pelo crítico Rodrigo Goffredo com quatro estrelas e meia, em uma leitura que destacou a capacidade do show de atualizar canções de diferentes períodos sem depender apenas da nostalgia.
Fonte: G1