Zélia Duncan apresentou na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o show Agudo grave, espetáculo dirigido musicalmente por Maria Beraldo que reúne novas composições e canções de diferentes fases da carreira da cantora. ([riotur.rio](https://riotur.rio/evento-calendario/zelia-duncan-no-vivo-rio/?utm_source=openai))
O roteiro combina 24 músicas e reorganiza sucessos como Catedral, Enquanto durmo e Nos lençóis desse reggae com arranjos de perfil experimental, mas acessíveis ao público que acompanha a artista desde a projeção nacional nos anos 1990.
A banda é formada por Aline Gonçalves, Amanda Camargo, Antonio Loureiro, Ciro Bellucci e Fabio Sá, músicos que também atuam em diferentes instrumentos. A formação sustenta uma sonoridade que passa pela delicadeza de Meu plano, pela pressão quase roqueira de Olhos de cimento e pela atmosfera folk de Pontes no ar.
Maria Beraldo também participa da apresentação como instrumentista. Ela toca clarone em Catedral e divide o palco com Zélia em Voz, Matagal e Tua boca, de Itamar Assumpção.
Lenine é outro convidado do espetáculo. O cantor participa de Maravilha disforme e Meu xamego, além de retornar no bis para cantar Nos lençóis desse reggae ao lado de Zélia Duncan e Maria Beraldo.
O cenário de Simone Mina utiliza móbiles semelhantes a cristais para acompanhar a proposta de fluidez do show, dirigido por Zélia em parceria com a cenógrafa. O repertório ainda inclui versões de All I want, de Joni Mitchell, Pan y leche, de Maurício Pereira, e Sonho impossível, em medley com Que tal o impossível?, de Itamar Assumpção.
Na avaliação do crítico Mauro Ferreira, publicada pelo G1, a direção musical de Maria Beraldo amplia o alcance de Agudo grave ao renovar canções antigas sem romper a ligação de Zélia Duncan com seu repertório autoral.
Fonte: G1