O governo interino da Venezuela libertou 39 presos políticos entre sexta-feira, 25 de setembro de 2026, e sábado, 26, após uma nova rodada de negociações com a oposição apoiada pelos Estados Unidos.
A ONG Justicia, Encuentro y Perdón informou que os dissidentes foram soltos de diferentes prisões do país. Entre eles estão oito mulheres acusadas de "narcoterrorismo" em 2021 e seis pessoas acusadas de conspirar com os Estados Unidos em uma tentativa de golpe contra Nicolás Maduro, em 2020.
Também foi libertado o ex-estudante Wilder Vásquez, preso em 2018 sob a acusação de acobertar um dos envolvidos no atentado de Caracas, que quase matou Maduro. Segundo relatos citados pela imprensa internacional, Vásquez teria sido torturado durante a detenção.
As solturas foram autorizadas pelo governo da presidente interina Delcy Rodríguez depois das discussões realizadas na sexta-feira. A primeira rodada de negociações, em agosto, tratou da reforma do Judiciário e da recuperação de recursos bloqueados no exterior.
Em comunicado publicado no X, antigo Twitter, a ONG afirmou que continuará acompanhando os casos e cobrando a libertação de todas as pessoas ainda detidas por motivos políticos.
Familiares de presos políticos mantêm protestos em Caracas e pressionam o governo pela revisão dos processos. Parte deles permanece mobilizada nas proximidades da Embaixada dos Estados Unidos e da prisão El Rodeo I, descrita por organizações não governamentais como um centro de tortura.
De acordo com o Foro Penal, a Venezuela tinha 344 presos políticos em 14 de setembro. A JEP estima que o número seja de aproximadamente 450, além de sete pessoas desaparecidas.
Fonte: O Globo