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domingo, 27 de setembro de 2026

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Venezuela liberta 39 presos políticos após negociações com a oposição

Venezuela liberta 39 presos políticos após nova rodada de negociações entre o governo interino e a oposição, apoiada pelos Estados Unidos.

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A Venezuela libertou 39 presos políticos entre sexta-feira, 25 de setembro, e sábado, 26 de setembro, após uma segunda rodada de negociações apoiadas pelos Estados Unidos entre o governo interino e a oposição.

A organização de direitos humanos Justicia, Encuentro y Perdón (JEP) informou que os dissidentes foram soltos de diferentes prisões do país. Entre os libertados estão oito mulheres acusadas de “narcoterrorismo” em 2021 e seis pessoas acusadas de conspirar com os Estados Unidos em uma tentativa de golpe contra Nicolás Maduro, em 2020.

Também foi libertado Wilder Vásquez, detido em 2018 sob acusação de encobrir um dos participantes do atentado de Caracas contra Maduro. Segundo organizações de direitos humanos, ele relatou ter sido torturado durante a prisão.

As solturas foram autorizadas pelo governo da presidente interina Delcy Rodríguez após as negociações realizadas na sexta-feira. Em comunicado publicado no X, antigo Twitter, a JEP afirmou que continuará exigindo a libertação de todas as pessoas que ainda permanecem detidas por motivos políticos.

A primeira rodada de negociações entre o governo e a oposição ocorreu em agosto e tratou de temas como a reforma do Judiciário e a recuperação de recursos congelados no exterior para a reconstrução do país.

Familiares de presos políticos mantêm protestos pela libertação dos detidos, inclusive nas proximidades da Embaixada dos Estados Unidos e da prisão El Rodeo I, descrita por organizações não governamentais como um centro de tortura.

Segundo o Foro Penal, a Venezuela tinha 344 presos políticos em 18 de setembro, ante 391 em 10 de agosto. O governo havia anunciado a libertação de 131 pessoas sob um programa separado de medidas alternativas.

A JEP estima que o número atual de presos políticos seja de aproximadamente 450, além de sete pessoas desaparecidas. Ativistas e familiares defendem que os casos sejam revisados nas próximas rodadas de negociações apoiadas pelos Estados Unidos.

Fonte: O Globo

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