Robert Del Naja, cantor do Massive Attack, foi detido no sábado (26 de setembro de 2026) durante um protesto pró-Palestina em Liverpool, na Inglaterra. A manifestação ocorreu do lado de fora do local onde começou, neste domingo (27), a Conferência do Partido Trabalhista.
Del Naja segurava uma placa com a frase: "Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Palestine Action". Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que ele é levado por policiais e conversa com um dos agentes.
Segundo os policiais, o cantor estava cometendo um crime por apoiar a Palestine Action, organização britânica de ação direta criada em 2020. O grupo foi incluído pelo governo do Reino Unido na lista de organizações proscritas pela legislação antiterrorismo em julho de 2025.
Ao ser questionado, Del Naja afirmou que não reconhecia a infração. "Segundo a lei do Reino Unido, é na verdade crime ajudar e encobrir qualquer indivíduo ou empresa privada que auxilie e incentive crimes de guerra genocidas", respondeu.
Quando um policial perguntou se ele sabia que o grupo era proibido, o cantor disse que não concordava com a medida. Em seguida, outro agente declarou que ele estava preso por apoiar uma organização proscrita.
Em fevereiro de 2026, o Tribunal Superior de Londres considerou ilegal a decisão do governo britânico de proscrever a Palestine Action. Horas antes da detenção, Del Naja publicou um vídeo ao lado da cofundadora do grupo, Huda Ammori, e do advogado de direitos humanos Michael Mansfield, pedindo ao primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que retirasse a proibição.
Em julho, Del Naja e Grant Marshall, também integrante do Massive Attack, foram proibidos de se apresentar e de entrar em Cingapura depois de exibirem uma bandeira da Palestina durante um show. A banda apoia publicamente a causa palestina e já pediu um cessar-fogo em Gaza.
Fonte: O Globo