As Forças de Defesa de Israel afirmaram neste sábado, 26 de setembro, que mataram Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, apontado como comandante de um pelotão de elite do Hamas, durante uma operação realizada na sexta-feira, 25 de setembro, na Faixa de Gaza.
Segundo os militares israelenses, Mohammed Kamel Suleiman Mohsen, outro integrante do braço armado do grupo, também morreu na ação. As Forças de Defesa de Israel alegaram que os alvos participavam da retomada das capacidades militares do Hamas e de ataques contra civis e soldados, em violação ao cessar-fogo.
O Exército israelense também informou, na sexta-feira, a morte de outros dois integrantes do Hamas. Um deles, identificado como Hassan Mahmoud Siam, teria participado do sequestro de cidadãos israelenses durante o ataque de 7 de outubro de 2023.
Israel ainda anunciou a morte de outros 16 palestinos que classificou como integrantes do Hamas envolvidos em transferência de recursos e financiamento de atividades militares. As autoridades de Gaza, porém, informaram à Al Jazeera e à Associated Press que sete pessoas morreram em ataques israelenses nas últimas 48 horas, sem confirmar se as vítimas pertenciam ao grupo.
De acordo com a agência palestina Wafa, ataques israelenses também deixaram mortos e feridos em Jabalia, Nuseirat e Khan Younis. Os relatos palestinos não foram detalhados pelas Forças de Defesa de Israel.
O Hamas também condenou a decisão do Conselho de Paz para Gaza de não incluir a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA) nos planos de negociação. O porta-voz do grupo, Hazem Qassem, acusou o conselho de alinhar-se a Israel e de dificultar a chegada de ajuda humanitária.
O Conselho de Paz afirmou que trabalhará apenas com parceiros considerados confiáveis e comprometidos com a desradicalização da Faixa de Gaza. Segundo a Associated Press, integrantes do órgão já teriam se reunido com representantes da UNRWA, apesar das declarações públicas de que a agência não faria parte dos planos.
Fonte: O Globo