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domingo, 27 de setembro de 2026

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Israel afirma ter matado comandante do Hamas em operação em Gaza

Israel afirma ter matado um comandante do Hamas em operação em Gaza; autoridades palestinas relatam mais vítimas nos ataques.

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As Forças de Defesa de Israel afirmaram neste sábado, 26 de setembro, ter matado Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, apontado como comandante de um pelotão da unidade Nukhba, do Hamas, durante uma operação realizada na sexta-feira em Gaza.

Segundo o Exército israelense, Mohammed Kamel Suleiman Mohsen, também integrante do braço armado do grupo, morreu na mesma operação. Os militares disseram que os alvos atuavam para restaurar capacidades do Hamas e representavam uma ameaça às tropas e a civis israelenses.

Na sexta-feira, Israel também informou ter matado outros dois integrantes do Hamas. Um deles foi identificado como Hassan Mahmoud Siam, apontado como comandante envolvido no sequestro de cidadãos israelenses durante o ataque de 7 de outubro de 2023.

Horas depois, as forças israelenses anunciaram a morte de outros 16 palestinos classificados como integrantes do Hamas por suposto envolvimento com transferência de fundos e financiamento de atividades do grupo.

O Ministério da Saúde de Gaza confirmou os ataques israelenses de sexta-feira à Al Jazeera e à Associated Press, mas afirmou que o número de mortos era maior. Segundo as autoridades palestinas, sete pessoas morreram em 48 horas, incluindo uma vítima que não resistiu a ferimentos provocados por uma ação militar anterior.

A agência palestina Wafa informou que um palestino foi morto a tiros em Jabalia, no norte de Gaza. A agência também relatou um ataque de drone próximo à rua Joulis e à torre al-Nouri, no campo de refugiados de Nuseirat, que teria matado uma pessoa e ferido outras.

As autoridades de Gaza e veículos palestinos não confirmaram nem negaram se os mortos nos ataques eram integrantes do Hamas. De acordo com o Exército israelense, a operação contra Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen ocorreu em Nuseirat.

Outro ataque de drone israelense em Khan Younis teria matado uma menina palestina e deixado feridos, além de causar destruição. Segundo a Al Jazeera, um quadricóptero israelense também feriu três pessoas, incluindo outra menina, na rua Salah al-Din, no centro de Gaza.

O Hamas também condenou neste sábado a decisão do Conselho de Paz para Gaza de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, a UNRWA.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou à Al Jazeera que a exclusão representa alinhamento com Israel e pode dificultar a chegada de ajuda humanitária e o retorno de palestinos a Gaza após eventuais acordos de paz.

O Conselho de Paz declarou que trabalhará apenas com parceiros considerados confiáveis e comprometidos com a desradicalização da Faixa de Gaza. Um integrante do órgão disse à Associated Press, sob anonimato, que representantes do conselho já se reuniram várias vezes com funcionários da UNRWA, apesar das críticas públicas à agência.

Philippe Lazzarini, ex-chefe da UNRWA, também afirmou que integrantes do comitê tecnocrático indicado pelo Conselho de Paz para governar Gaza demonstraram interesse em trabalhar com a agência.

Fonte: O Globo

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