A corretora de criptomoedas Bitget informou que o valor transferido para endereços controlados por invasores após um ataque cibernético em 24 de setembro chegou a aproximadamente US$ 387,5 milhões. A estimativa inicial era de US$ 351,6 milhões, e a revisão incluiu ativos identificados nas redes Zcash e Tron. ([bitget.com](https://www.bitget.com/support/articles/12560603896108?utm_source=openai))
Segundo a empresa, os recursos foram retirados de parte das carteiras quentes e mornas da plataforma, usadas para operações conectadas à internet. A Bitget afirmou que as carteiras frias e o produto independente Bitget Wallet não foram afetados, e que não houve comprometimento das chaves privadas. ([coindesk.com](https://www.coindesk.com/markets/2026/09/25/bitget-s-usd351-million-hack-happened-via-spoofed-transfers-not-private-keys-ceo-gray-chen-says?utm_source=openai))
A corretora suspendeu temporariamente os saques após detectar transferências não autorizadas e disse que trabalha com as empresas de segurança Mandiant e SlowMist na investigação. A Bitget também afirmou que seu fundo de proteção aos usuários, estimado em mais de US$ 464 milhões, seria suficiente para cobrir o valor afetado. ([bitget.com](https://www.bitget.com/support/articles/12560603896108?utm_source=openai))
A diretora-executiva da Bitget, Gracy Chen, afirmou que o método do ataque é compatível com padrões associados a grupos de hackers norte-coreanos. A atribuição ainda é apresentada como uma avaliação da empresa, e não como uma conclusão oficial de investigação; autoridades norte-coreanas negam envolvimento em roubos de criptomoedas. ([techcrunch.com](https://techcrunch.com/2026/09/25/north-korean-hackers-suspected-in-351m-crypto-theft-the-largest-so-far-this-year/?utm_source=openai))
Com o valor revisado, o caso aparece entre os maiores roubos de criptomoedas já registrados, embora permaneça abaixo de ataques como o da Bybit, que teve cerca de US$ 1,5 bilhão em ether roubados em fevereiro de 2025. Também estão entre os maiores casos os ataques contra a Poly Network, com cerca de US$ 610 milhões em 2021; a Ronin Network, com aproximadamente US$ 540 milhões em 2022; a Coincheck, com cerca de US$ 530 milhões em 2018; e a Mt. Gox, com quase US$ 500 milhões entre 2011 e 2014. ([lse.co.uk](https://www.lse.co.uk/news/factbox-cryptos-biggest-hacks-and-heists-n4rnzscasunrhl7.html?mobile_view=desktop&utm_source=openai))
Dados da TRM Labs citados pela Reuters indicam que invasores roubaram cerca de US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques no ano passado. Autoridades também alertaram que grupos criminosos usam ativos digitais para transferir dinheiro rapidamente entre países, fora do sistema financeiro convencional. ([lse.co.uk](https://www.lse.co.uk/news/factbox-cryptos-biggest-hacks-and-heists-n4rnzscasunrhl7.html?mobile_view=desktop&utm_source=openai))
Fonte: g1