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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Venda da SAF do Vasco ainda depende de votações e análise da Anresf

Venda da SAF do Vasco ainda precisa passar por votações internas e pela análise da Anresf sobre possível conflito de interesses.

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A vitória da Almirante Participações S/A, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, no leilão da SAF do Vasco, realizado na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, ainda não conclui a operação.

O resultado foi homologado pela Justiça no mesmo dia, mas a transferência do controle da SAF ainda depende da aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral do Vasco, que reúne os sócios do clube.

A diretoria administrativa pediu ao Conselho Deliberativo a convocação de uma sessão extraordinária para 6 de outubro. Os conselheiros deverão analisar o contrato antes da votação, que também precisará ser encaminhada à Assembleia Geral.

Além das aprovações internas, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) investiga um possível conflito de interesses na negociação. Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e a operação tem o aval de seu pai, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e marido da dirigente.

A Anresf analisa se a estrutura da operação atende à regra que impede que dois ou mais clubes da mesma divisão sejam controlados pela mesma pessoa, família ou empresa. A agência já recebeu informações solicitadas ao investidor, aos clubes e a instituições financeiras ligadas à família Lamacchia.

Entre as medidas adotadas pela Anresf estão a proibição de negociações de atletas entre Vasco e Palmeiras e de empréstimos da Crefisa ao clube carioca. Uma das alternativas avaliadas para atender a eventuais restrições é a saída de Marcos Lamacchia do contrato social da empresa até o fim do mandato de Leila Pereira no Palmeiras, previsto para dezembro de 2027.

Marcos Lamacchia não participou do leilão. A Almirante foi representada pelo sócio Mário Junqueira e pelo advogado André Sica.

A proposta prevê um aporte de R$ 500 milhões, o pagamento de uma dívida superior a R$ 1 bilhão por meio da recuperação judicial e o repasse de R$ 150 milhões ao clube social ao longo de dez anos.

Fonte: O Globo

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