O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, criticou nesta sexta-feira (25) a Medida Provisória anunciada pelo governo federal que prevê a proibição total das casas de apostas no Brasil. Segundo o dirigente, o impacto financeiro para o clube pode ultrapassar R$ 100 milhões.
Montenegro afirmou que a medida afeta, além do patrocínio principal, contratos de placas publicitárias e camisas produzidas com meses de antecedência. Para ele, a decisão gera preocupação sobre o futuro financeiro do Fluminense.
O clube está entre as equipes notificadas pela Superbet sobre o rompimento do contrato caso a MP entre em vigor. Clubes, federações e competições têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças e ações de publicidade de empresas de apostas.
Na avaliação do presidente tricolor, a proibição simultânea para a maioria dos clubes brasileiros pode desvalorizar os espaços de patrocínio. Ele disse que a oferta concentrada de ativos reduziria o valor de mercado das camisas.
Em nota divulgada antes do anúncio da MP, o Fluminense defendeu ao menos um período de transição caso ocorram mudanças. Montenegro citou preocupações com segurança jurídica, possível impacto sobre a arrecadação do governo e o fortalecimento do mercado clandestino.
Segundo o dirigente, as empresas de apostas arrecadaram R$ 9 bilhões para o governo entre janeiro e agosto de 2026. Ele também afirmou que o tema já vinha sendo discutido no Congresso e questionou a urgência da medida.
Fonte: O Globo