O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou em 25 de setembro de 2026 que a Medida Provisória anunciada pelo governo federal para proibir as casas de apostas no Brasil pode causar impacto superior a R$ 100 milhões no clube.
Segundo o dirigente, a medida afeta não apenas o patrocínio máster, mas também contratos de placas do campo e uniformes produzidos com antecedência. Montenegro disse que a decisão gera preocupação para o futuro financeiro do Fluminense.
O clube recebeu uma notificação da Superbet sobre o rompimento do contrato, que tinha vigência prevista até o fim de 2029 e valor de R$ 58 milhões por ano. A MP determina que clubes, federações e competições retirem peças e ações publicitárias de bets até as 23h59 de 5 de outubro.
Montenegro afirmou que a medida pode desvalorizar os espaços publicitários do futebol brasileiro ao colocar muitos clubes em busca de novos patrocinadores simultaneamente. Em nota divulgada antes do anúncio, o Fluminense defendeu a adoção de um período de transição e citou preocupações com segurança jurídica, arrecadação pública e possível fortalecimento do mercado clandestino.
Fonte: O Globo