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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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MP contra bets provoca reação e apreensão entre clubes brasileiros

MP que proíbe bets provoca reação de clubes e ameaça contratos de patrocínio no futebol brasileiro.

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Anunciada pelo governo federal na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória que proíbe a operação de sites de apostas no Brasil provocou reações de clubes, patrocinadores e dirigentes do futebol brasileiro.

Algumas empresas já notificaram equipes sobre a possibilidade de rompimento de contratos de patrocínio. O Flamengo, que recebe até R$ 268,5 milhões por temporada da Betano, afirmou não ter um plano imediato para substituir a receita.

O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estimou perdas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões para o clube em 2027. Segundo ele, a redução afetaria o futebol e os esportes olímpicos, além de dificultar o cumprimento de compromissos assumidos para o próximo ano.

Em nota, o Flamengo defendeu mudanças na regulamentação das apostas, mas criticou o fim abrupto do mercado e classificou a medida como uma questão de segurança jurídica.

A MP estabelece que clubes, federações e competições removam publicidades e sinais de patrocínio de bets até as 23h59 de 5 de outubro. Com isso, 14 equipes da Série A devem voltar a campo após a Data Fifa com as camisas sem marcas do setor, enquanto o Brasileirão e a Copa do Brasil também terão alterações em seus nomes comerciais.

O Fluminense informou ter recebido uma comunicação da Superbet sobre a possibilidade de encerramento do contrato, válido até o fim de 2029 e estimado em R$ 58 milhões anuais. O presidente Mattheus Montenegro afirmou que o impacto pode superar R$ 100 milhões, considerando também placas de campo e uniformes produzidos com antecedência.

São Paulo, patrocinado pela Superbet, e Vasco e Palmeiras, que têm acordos com a Sportingbet, também foram notificados sobre possíveis encerramentos de contratos. A Betano, parceira da CBF e patrocinadora do Flamengo, disse que acompanha o tema com preocupação e que tomará decisões no momento adequado.

As bets projetavam investir cerca de R$ 1,1 bilhão em patrocínios máster dos clubes da Série A em 2026. Em 2024, quando as 20 equipes da elite tinham empresas do setor nas camisas, como patrocinadoras principais ou secundárias, o total era de R$ 523 milhões.

Levantamento citado na reportagem aponta, porém, que nenhum contrato com bets representa mais de 13% do orçamento de um clube da Série A. Em média, cerca de 7% das receitas das equipes vêm desses patrocínios; Flamengo, Corinthians e São Paulo aparecem com os maiores percentuais, de 12,85%, 10,6% e 10,5%, respectivamente.

Fonte: O Globo

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