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sábado, 26 de setembro de 2026

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MP contra bets preocupa clubes e ameaça contratos no futebol

MP que determina o fim das bets preocupa clubes brasileiros, ameaça contratos de patrocínio e pode retirar marcas dos uniformes até 5 de outubro.

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A Medida Provisória anunciada pelo governo federal na noite de 25 de setembro de 2026, que determina o fim das casas de apostas on-line no Brasil, provocou preocupação entre clubes, federações e competições esportivas. Dirigentes afirmam que patrocinadores já comunicaram possíveis rescisões e alertam para impactos financeiros imediatos.

O Flamengo informou que não tem um plano para substituir os R$ 268,5 milhões recebidos por temporada da Betano. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou à CNN que o clube estima perdas de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões no próximo ano e pode ter dificuldades para honrar compromissos assumidos.

Em nota, o Flamengo defendeu mudanças na regulamentação das apostas, mas criticou o desmonte do mercado e classificou o tema como uma questão de segurança jurídica.

A MP estabelece que clubes, federações e competições removam publicidade e sinais de patrocínio de bets até as 23h59 de 5 de outubro. Com isso, 14 clubes da Série A deverão voltar ao futebol após a Data Fifa sem marcas do setor nas camisas, enquanto o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil também terão os nomes alterados.

O Fluminense recebeu da Superbet, patrocinadora do clube até o fim de 2029 em um contrato de R$ 58 milhões por ano, um comunicado sobre a possibilidade de encerramento do acordo. O presidente Mattheus Montenegro disse à CNN que o impacto pode superar R$ 100 milhões, incluindo patrocínios em placas e uniformes produzidos com antecedência.

São Paulo, também patrocinado pela Superbet, e Vasco e Palmeiras, que têm acordos com a Sportingbet, estão entre os clubes notificados sobre possíveis encerramentos de contratos. A Betano, parceira da Confederação Brasileira de Futebol e patrocinadora do Flamengo, afirmou que acompanha o assunto com preocupação e que tomará decisões no momento adequado.

As bets projetavam investir cerca de R$ 1,1 bilhão em patrocínios máster dos clubes da Série A em 2026. Em 2024, quando todos os 20 clubes da elite tinham marcas de apostas nas camisas, como patrocinadoras principais ou secundárias, o valor era de R$ 523 milhões.

Levantamento citado pelo GLOBO aponta que nenhum contrato com bets representa mais de 13% do orçamento de um clube da Série A. Flamengo, Corinthians e São Paulo são os únicos que têm mais de 10% dos orçamentos brutos vinculados a esse tipo de patrocínio, com percentuais de 12,85%, 10,6% e 10,5%, respectivamente.

Fonte: O Globo

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