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sábado, 26 de setembro de 2026

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MC Ryan SP ironiza proibição das bets após ser investigado pela PF

MC Ryan SP ironiza a proibição das bets após ser investigado pela PF em operação que apura lavagem de dinheiro e apostas ilegais.

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O funkeiro MC Ryan SP ironizou nesta sexta-feira (25) a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, incluindo jogos on-line como o Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho.

Em publicação nos stories do Instagram, Ryan afirmou que “deu ruim” para quem deixou o funk de lado para se concentrar no jogo e disse que a “mordomia acabou”. O cantor também declarou que não divulga o Fortune Tiger há cerca de um ano e associou os problemas enfrentados à investigação da Polícia Federal.

Ryan foi preso em abril, durante a Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de movimentação de recursos ligados a apostas ilegais, rifas digitais e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o artista foi apontado em documentos da investigação como possível beneficiário final da estrutura, mas ele não foi condenado pelos fatos apurados.

A Justiça determinou a soltura do funkeiro em maio. A investigação começou com uma operação deflagrada em 15 de abril em diferentes estados e apura a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão por um grupo suspeito de usar transações financeiras, criptoativos e plataformas de apostas para ocultar recursos, conforme informações divulgadas por órgãos de segurança.

A MP nº 1.394, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 25 de setembro, entrou em vigor imediatamente. O texto proíbe novas concessões e autorizações para apostas de quota fixa e prevê a extinção, em até 30 dias, das autorizações concedidas com base na legislação anterior.

O governo também enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas de prisão para exploração, operação e divulgação de bets. Como a Constituição impede que medidas provisórias tratem de direito penal, a criação dos crimes depende da tramitação do projeto no Legislativo.

Fonte: g1

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