O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a democracia e afirmou, na sexta-feira (25), em um jantar com empresários em São Paulo, que é preciso escolher entre o regime democrático e a barbárie. A declaração ocorreu nove dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Durante o evento, organizado pelo Esfera Brasil e pelo Grupo Prerrogativas, Lula disse que seu governo combina responsabilidade fiscal e social. O presidente também afirmou que pretende realizar reformas política e do Judiciário caso seja eleito para um quarto mandato.
Lula evitou assumir compromissos específicos com a redução dos juros e dos gastos públicos, demandas apresentadas por representantes do mercado. Ao responder a pedidos pela queda da taxa básica, ele lembrou que os empresários defenderam a autonomia do Banco Central e citou a permanência de Henrique Meirelles no comando da instituição durante seus dois primeiros mandatos.
O presidente também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a eleição definirá o grau de influência norte-americana sobre o Brasil. Lula pediu seriedade aos empresários e disse que o país deve ser governado para toda a população, e não apenas para uma parcela.
Empresários presentes fizeram reivindicações relacionadas aos setores que representam. Gustavo Pimenta, presidente da Vale, defendeu maior exploração de terras raras e minerais críticos, enquanto Jorge Cury, presidente do Secovi-SP, pediu medidas para reduzir os juros dos financiamentos imobiliários.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do governo também participaram do encontro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo precisa enfrentar desafios nas áreas de segurança pública, institucionalidade e juros, além de defender a revisão periódica de isenções fiscais e maior eficiência nos gastos.
O encontro foi o segundo de Lula com empresários durante a campanha eleitoral. Em 31 de agosto, o presidente havia recebido banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada para uma reunião reservada, na qual foram discutidos os juros e os gastos públicos.
Fonte: O Globo