São Paulo passou a concentrar cerca de 2 mil lavanderias de autoatendimento em 2026, cinco vezes mais do que em 2022, segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel). O estado reúne aproximadamente 25% das 8 mil unidades desse modelo existentes no país até 15 de setembro.
O crescimento acompanha mudanças na rotina dos consumidores, como a expansão das cidades, a redução do espaço nos apartamentos e a busca por serviços mais rápidos. A falta de áreas para instalar máquinas de lavar e varais também contribuiu para a popularização do autosserviço.
Em 2022, o Brasil tinha cerca de 1,5 mil unidades, entre estabelecimentos abertos ao público e operações compartilhadas em condomínios. O total informado pela Anel representa uma alta superior a 430% em quatro anos.
O setor também passou por mudanças no modelo de negócio. Lavanderias tradicionais deram espaço a unidades franqueadas e automatizadas, nas quais o cliente pode lavar e secar as roupas sem depender de atendimento permanente. A modalidade começou a se expandir no Rio de Janeiro e ganhou força posteriormente em São Paulo.
O mercado brasileiro de lavanderias movimentou R$ 6,2 bilhões em 2023, de acordo com a Associação Brasileira de Lavanderias (Abralav). No franchising, o segmento de Limpeza e Conservação, que inclui as lavanderias self-service, faturou quase R$ 685 milhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 17,6% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
O investimento para abrir uma unidade varia de R$ 70 mil a R$ 400 mil, conforme o tamanho do negócio e a rede escolhida. A Abralav estima prazo médio de retorno entre 12 e 48 meses, mas o desempenho depende de fatores como localização, número de máquinas, demanda e custos de operação.
A expansão, porém, não ocorre de forma uniforme. De acordo com a Anel, bairros paulistanos como Moema, Itaim Bibi, Higienópolis e Tatuapé já apresentam sinais de saturação, o que aumenta a importância da escolha do ponto comercial para novos empreendimentos.
Fonte: g1