Ir para o conteúdo

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Júri dos EUA condena Apple a pagar US$ 5,72 bilhões por patentes de tecnologia tátil

Júri federal de San Diego concluiu que a Apple infringiu patentes da Taction e fixou indenização de US$ 5,72 bilhões.

Compartilhe
WhatsApp

Um júri federal de San Diego, na Califórnia, decidiu na sexta-feira (25) que a Apple infringiu duas patentes da Taction Technology relacionadas à tecnologia de retorno tátil usada em iPhones e Apple Watches. O veredicto prevê indenização de US$ 5.721.961.750.

O caso tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Califórnia, no processo 3:21-cv-00812, presidido pelo juiz Todd W. Robinson. Os jurados concluíram que o Taptic Engine, componente responsável por vibrações e respostas físicas ao toque nos aparelhos, violou reivindicações das patentes 10.659.885 e 10.820.117.

A decisão também considerou que a infração não foi intencional. Por isso, a Taction não obteve reconhecimento de conduta deliberada, elemento que poderia fundamentar a aplicação de indenizações adicionais.

A Apple negou a infração e afirmou que sua tecnologia é fundamentalmente diferente da desenvolvida pela Taction. A empresa informou que pretende recorrer do veredicto e sustentou que testes apresentados durante o julgamento reforçariam sua posição.

A Taction, empresa sediada em San Diego e que utiliza sua tecnologia em fones de ouvido e headsets para jogos, entrou com a ação em 2021. Em 2023, uma juíza federal havia decidido a favor da Apple, mas o Tribunal de Recursos do Circuito Federal dos Estados Unidos anulou a decisão em 2025 e permitiu a retomada do processo.

O valor estabelecido pelo júri é apontado por veículos especializados como o maior veredicto por violação de patente já concedido nos Estados Unidos. Até sábado (26), o processo ainda não registrava a formalização definitiva da sentença, e a Apple poderia contestar o resultado nas instâncias judiciais superiores.

Fonte: g1

Leia também