A seleção da República da Irlanda decidiu disputar contra Israel a partida deste domingo (27 de setembro), em Debrecen, na Hungria, pela Liga das Nações da UEFA. O elenco também optou por enfrentar os israelenses no segundo duelo entre as equipes, apesar dos protestos relacionados ao conflito entre Israel e Palestina.
Segundo David Courell, diretor executivo da Associação Irlandesa de Futebol (FAI), um jogador manifestou desconforto com a realização dos jogos, o que levou a uma votação interna. A maioria decidiu manter a participação nas partidas.
Como forma de protesto, os jogadores usarão braçadeiras pretas em homenagem às vítimas em Gaza, deixarão de cumprir outros compromissos de mídia nesta data Fifa e doarão a uma instituição de caridade os valores recebidos pelos jogos contra Israel e Áustria, marcado para 1º de outubro.
A definição atrasou o jogo e a entrevista coletiva da equipe. Courell confirmou que um jogador deixou a delegação, mas não informou o nome; a imprensa inglesa apontou o goleiro Gavin Bazunu como possível atleta envolvido.
O elenco e a federação vinham sendo pressionados pelo Irish Sport for Palestine, movimento que defende o boicote às partidas. O técnico Heimir Hallgrímsson afirmou que os jogadores não estão confortáveis, mas que a decisão buscou reduzir os impactos pessoais e para o futebol irlandês.
Fonte: O Globo