O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira, 25 de setembro, a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir apostas esportivas e jogos de azar na internet. Outros candidatos à Presidência evitaram comentar a decisão do governo.
Durante uma agenda na formatura de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na Zona Oeste do Rio, Flávio classificou a medida como "populista, hipócrita e eleitoreira" e atribuiu ao governo Lula a responsabilidade pela expansão das bets.
O senador também afirmou ser contrário aos cassinos virtuais, mas defendeu uma distinção entre esse tipo de jogo e as apostas esportivas. Segundo ele, as apostas em eventos reais, como partidas de futebol, já são permitidas no país.
As empresas de apostas esportivas foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer (MDB). A regulamentação do setor ocorreu em 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula.
O discurso de Flávio é alvo de uma ação apresentada pela coligação de Lula, que pede direito de resposta, multa e suspensão de material de propaganda que associa o presidente ao chamado "Tigrinho".
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta semana a proposta de diferenciar apostas esportivas e cassinos virtuais. Apesar disso, seu plano de governo prevê regulamentar e endurecer as regras para jogos e apostas online, além de restringir a publicidade do setor, mas não propõe banir as plataformas. Caiado não se pronunciou sobre a medida.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) defendeu, durante um comício em Recife, o fim das bets ou uma tributação maior. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não comentaram o anúncio, embora ambos já tenham defendido medidas contra as plataformas durante a campanha.
Fonte: O Globo