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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Documentos indicam que Arábia Saudita avalia desenvolver armas nucleares

Documentos indicam que a Arábia Saudita avalia desenvolver armas nucleares com apoio tecnológico dos Estados Unidos.

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Documentos de inteligência enviados ao Congresso dos Estados Unidos indicam que a Arábia Saudita considera a possibilidade de desenvolver suas próprias armas nucleares com apoio tecnológico americano, embora ainda não tenha decidido iniciar um projeto desse tipo.

As informações foram divulgadas por autoridades do governo dos Estados Unidos ouvidas pelos jornais The Washington Post e The New York Times. O material integra a análise de um acordo entre o governo de Donald Trump e o reino saudita para ampliar a capacidade de produção de energia nuclear para fins civis.

Segundo os funcionários americanos, que falaram sob condição de anonimato, autoridades sauditas mantêm aberta a possibilidade de produzir armas nucleares. O acordo permitiria ao país enriquecer urânio a quase 20%, índice inferior ao necessário para uma arma, mas que reduziria o tempo para alcançar níveis mais altos de pureza.

Parlamentares americanos dos dois partidos demonstraram preocupação com o risco de que empresas dos Estados Unidos transfiram conhecimentos e tecnologias capazes de ser usados na criação de um arsenal saudita. O programa teria duração prevista de 30 anos.

Seis senadores democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, na qual citam declarações feitas em 2018 pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Na ocasião, ele afirmou que a Arábia Saudita desenvolveria uma bomba atômica caso o Irã obtivesse uma.

Os democratas também questionam o fato de o governo Trump ter criticado o acordo nuclear firmado com o Irã em 2015, que permitia o enriquecimento de urânio a até 3,67% durante 15 anos, enquanto concede aos sauditas limites mais amplos e acesso a tecnologia americana.

O acordo anunciado em julho prevê medidas de segurança, proteção e não proliferação nuclear, segundo o governo americano. O texto, porém, não obrigaria a Arábia Saudita a submeter todas as etapas de seu programa a inspeções regulares da Agência Internacional de Energia Atômica.

O Congresso dos Estados Unidos tem 90 dias para analisar o acordo. Como não se trata de um tratado, sua aprovação não exige o apoio de dois terços do Senado, mas o bloqueio dependeria da aprovação de uma resolução pelas duas casas.

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos não comentou oficialmente o documento. O ministro saudita da Energia, Abdulaziz bin Salman, afirmou ao Post que o programa terá fins pacíficos, posição também apresentada pelo Departamento de Estado americano.

Fonte: O Globo

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