O disco inédito “Na Correnteza”, de Paulo André Barata, foi lançado em Belém após permanecer quase quatro décadas guardado em uma fita cassete. O álbum reúne 10 composições do artista paraense em parceria com nomes como Ruy Barata, Paes Loureiro, Alfredo Oliveira e Edyr Proença.
O lançamento foi acompanhado por um show tributo no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém, em 25 de setembro de 2026, data em que Paulo André completaria 80 anos. Vinte intérpretes se revezaram no palco para apresentar músicas do compositor.
A gravação foi realizada em 1987 e produzida pelo jornalista Tito Barata, irmão de Paulo André. O projeto não chegou a ser lançado na época por falta de investimento de gravadoras, e a fita master acabou se extraviando.
A única cópia conhecida foi preservada pelo jornalista Edgar Proença, amigo do compositor. O material foi localizado posteriormente e passou por limpeza, digitalização em Belém e remasterização no Rio de Janeiro, antes de ser preparado para o lançamento.
Entre as faixas está “Izabela”, composta por Paulo André e Edyr Proença como homenagem à sobrinha de Edgar. O álbum também inclui a primeira versão de “Porto Caribe”, composição que ficou conhecida na voz de outros intérpretes como “Eu sou de um país que se chama Pará”.
“Na Correnteza” foi lançado pelo selo Na Music e está disponível nas plataformas digitais e em CD. A obra de Paulo André Barata foi reconhecida como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Pará pela Lei nº 11.098, sancionada em 18 de julho de 2025.
Paulo André Barata morreu em 25 de setembro de 2023, aos 77 anos. Nascido em Belém, ele ficou conhecido por canções ligadas à identidade amazônica, como “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua”.
Fonte: g1 Pará