Uma competição reuniu 38 coveiros em Nyergesújfalu, no norte da Hungria, em 5 de setembro de 2026, para definir quem conseguiria abrir uma sepultura dentro das medidas exigidas no menor tempo.
Divididos em 19 duplas, os participantes precisavam cavar uma cova com 1,6 metro de profundidade, 2 metros de comprimento e 0,8 metro de largura. Medidas menores invalidavam a prova, enquanto dimensões maiores aumentavam o tempo de execução.
O solo seco e endurecido pelas altas temperaturas dificultou o trabalho no cemitério público da cidade. Os competidores também enfrentaram ventos fortes e nuvens de poeira.
A prova tinha duração máxima de duas horas. Por segurança, apenas um integrante podia permanecer dentro da cova por vez, enquanto o outro removia a terra do lado de fora.
Róbert Nagy e László Kiss venceram a disputa ao concluir a sepultura em 1 hora e 21 minutos. A dupla recebeu 200 mil forints húngaros, valor equivalente a cerca de R$ 3,3 mil.
Segundo a agência Associated Press, Nagy afirmou que o trabalho exige atenção às dimensões exatas e ao acabamento da cova. Apenas três duplas conseguiram cumprir o prazo de duas horas.
Organizado pela Associação Húngara de Conservadores e Operadores de Cemitérios, o concurso busca divulgar o ofício de coveiro e as habilidades exigidas pela atividade, além de abordar tabus relacionados à morte. De acordo com o Daily News Hungary, esta foi a nona edição nacional da competição.
Fonte: O Globo