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sábado, 26 de setembro de 2026

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Comitê eleitoral de Israel barra listas árabes para eleição de outubro

Comissão eleitoral de Israel barra duas listas árabes e dois candidatos para a eleição parlamentar de 27 de outubro.

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A Comissão Eleitoral Central de Israel decidiu, em 23 de setembro de 2026, barrar a participação de duas listas árabes e de dois candidatos nas eleições para o Parlamento, marcadas para 27 de outubro. As decisões ainda serão analisadas pela Suprema Corte.

O órgão desqualificou a Lista Árabe Unida (Ra'am), liderada por Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, formada por Hadash, Ta'al e Balad. Também impediu a candidatura do deputado Ofer Cassif, do Hadash, e do ex-deputado Sami Abu Shehadeh, presidente do Balad.

Segundo a comissão, as listas negam a existência de Israel como Estado democrático e judeu, promovem incitação ao racismo ou apoiam a luta armada de grupos ou países considerados hostis por Israel. No caso de Abu Shehadeh, a decisão citou um artigo publicado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Abu Shehadeh afirmou posteriormente que se arrependeu do texto e disse que não apoia a violência ou o terrorismo. Cassif também rejeitou a acusação de incitação e declarou ser contrário à luta armada.

Os pedidos de desqualificação foram apresentados por partidos como o Likud e o Poder Judaico, do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. A comissão rejeitou, até o momento, as contestações contra partidos de extrema direita e outras siglas que disputam a eleição.

A ONG Adalah, que presta assistência jurídica a palestinos em Israel, classificou o procedimento como político, arbitrário e racista. A entidade informou que contestará as decisões na Suprema Corte, que terá a palavra final sobre a participação das listas e dos candidatos.

Fonte: O Globo

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